
Duas matérias poderiam confundir profundamente a cabeça dos brasileiros - uma da TIME e uma da VEJA – , se esses e essas não soubessem o que realmente está em disputa nesse país com o recente debate da partilha do pré-sal, a crise do senado e a posição do Brasil frente ao golpe militar de Honduras.
….Ambas prioridades são em muito protagonizadas pela revista VEJA, comitê nº 1 da plumagem Tucana do Brasil.
Enquanto a revista norte-americana Time do dia de hoje escreve que o Brasil é “o primeiro contrapeso real aos EUA no Ocidente”, a Revista “brasileira” Veja pede o impeachment do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim: “Impeachment para Celso Amorim. Já! O de Lula, a gente pode debater”…. são uma “aula de realidade”.
A TIME manda uma alerta para o velho mundo e os EUA, afirmando que o Brasil, a 9ª economia do planeta, constrói definitivamente uma política diplomática ativa, de liderança na América Latina, com o presidente Lula sendo considerado um dos mais influentes presidentes do mundo.
O que a revista quer alertar é que acabou as intervenções dos EUA e Europa na América Latina; o gigante Brasil acordou e vem assumindo o papel de ativo no hemisfério. Honduras é um exemplo que não pode passar desapercebido e se o Brasil não tivesse apresentado-se o EUA já o teria feito. Posição que desgosta a Veja, o PSDB e a ideologia que ambos representam.
O recente pedido de impeachment do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim feito no site da tucana VEJA é o espelho do duplo desconforto que a elite conservadora do Brasil sente pela matéria da TIME.
Para a VEJA e seus colunistas, assim como para os PSDB e seus candidatos, o papel do Brasil deveria ser de total subserviência ao velho mundo e os EUA, seguindo a lógica do “burro” que nada entende mas com tudo concorda.

O atual diálogo entre o Ministro Amorim e a representante dos EUA no Conselho de Segurança da ONU, em tom respeitoso mas forte e altivo, caiu como um “pecado capital” para essa Revista, seus colunistas e sua classe de leitores.
Para a Veja, assim como foram os 8 anos de FHC, o Brasil não deveria ir além de plantar Bananas, entregar o Pré-Sal e demitir o enteado de Sarney.
Mais que isso é uma afronta aos “nossos” senhores. Nunca antes neste país se viu uma revista tão atoa.
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