
Trata-se do depoimento histórico do professor Luiz Felipe de Alencastro no Supremo Tribunal Federal, no dia quatro deste mês, no quadro dos pronunciamentos que antecedem o julgamento das cotas.
Alencastro é o responsável pela cadeira de História do Brasil na Sorbonne e autor do livro clássico “Trato dos Viventes”, Editora Companhia das Letras, sobre o tráfico negreiro – um “Casa Grande” contemporâneo.
Alencastro lembra:
Em 2010, os afrodescendentes, os que se dizem pretos e pardos, são a maioria da população brasileira.
Nenhum país foi tão escravista quanto o Brasil.
Dos 11 milhões de escravos vivos que chegaram às Américas, entre 1550 e 1886, 44% vieram para o Brasil, ou seja, 5 milhões.
Eles vieram sob tortura, trazidos por negreiros lusos e brasileiros e, depois, por traficantes brasileiros.
Vinham acorrentados, como descrevia Castro Alves, que sabia disso, porque o padrasto era negreiro.
Das 35 mil viagens através do Atlântico, nenhum barco africano esteve envolvido no tráfico.
Alô, alô, Senador DEM-óstenes (clique aqui para ler “DEM-óstenes põe a culpa nos africanos pela escravidão” )
No Século XIX, o Brasil foi a ÚNICA nação independente que traficava escravos.
A Lei estabeleceu que, em 1831, os negros que chegassem a uma praia brasileira eram considerados livres.
Porém, a Lei e as instituições fizeram vista grossa e foi possível re-escravizar por sequestro.
Era o sequestro de homens livres.
Assim, desde 1831, 760 mil negros e seus descendentes foram mantidos ilegalmente na escravidão, até 1888.
Eles não eram escravos.
Eram sequestrados.
Esse pacto entre sequestradores de homens livres para torná-los escravos e as instituições brasileiras é, segundo Alencastro, o “pecado original” da democracia brasileira.
E, por isso, não só os negros pagam pela escravidão.
A violência contra o escravo contaminou tudo.
A violência policial surge como subproduto da escravidão.
Como punir o escravo delinquente, sem privar seu proprietário do trabalho do encarcerado ?
Desde 1824 tinham sido extintas, formalmente, as punições físicas a presos.
Mas, pesou sobre toda a população negra E LIVRE o temor de ser açoitado, como substituto do encarceramento.
O terror, a tortura, o açoite intimidavam o escravo – e todos os outros cidadãos pobres.
O proprietário preferia punir com o açoite a prender.
Os pobres também pagaram o preço da herança escravista e sua violência.
Eles também eram vítimas da violência corriqueira.
Além disso, a Lei Saraiva, de 1881, impediu o voto do analfabeto e, portanto, bloqueou o acesso de libertos e futuros libertos à cidadania.
Isso permaneceu até 1985, quando a Lei autorizou o voto do analfabeto.
Mas a exclusão permaneceu, sobretudo na população negra, onde o analfabetismo é maior.
As taras do Século XIX contaminaram o país inteiro – negros e braços.
Só a redução da discriminação consolidará nossa democracia.
A política afirmativa e a adoção das cotas aperfeiçoam a democracia.
Não tem sentido fazer alarmismo e dizer que as cotas vão transformar o Brasil numa Ruanda, um país em que a independência ocorreu
em 1962.
As cotas já existem !, – enfatizou Alencastro.
Dezenas de milhares de brasileiros entraram na universidade através do ProUni.
52 mil estudantes de universidades públicas entraram através de cotas e não se tem notícia de violência – nada que se compare aos trotes.
O acesso à universidade é o estrangulamento essencial à democracia brasileira.
Essa discussão não deve ser ideológica ou partidária, como lembrou o Senador Paulo Paim – lembrou Alencastro.
As primeiras medidas para reduzir a discriminação foram tomadas pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso.
O presidente do IPEA – instituição de onde Alencastro tirou informações para o pronunciamento – no Governo Fernando Henrique, Roberto Martins, é a favor das cotas.
O presidente do IPEA no Governo Lula é Marcio Pochman, a favor das cotas.
(A reprodução não é literal e foi feita por PHA)
Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada : Alencastro pode ser o responsável pelo mais iluminado depoimento nas audiências ao
Supremo.Nem o Supremo Presidente do Supremo – que já indicou ser contra as cotas e aconselhou a principal a advogada dos
DEMOS que combate as cotas – nem Ele será capaz de resistir à dialética de Alencastro.A luz se fará.
Como diria Castro Alves, o pronunciamento de Alencastro foi o “o germe-que faz a palma, a chuva-que faz o mar.”

Como Luis Fernando Veríssimo, 73 anos, arruma tempo para tanto trabalho não se sabe. O que se sabe é que são mais de 70 livros. E sem contar as antologias! Há de tudo: romances, novelas, quadrinhos, contos, crônicas, guias turísticos e até poesia. No final de 2009, chegou às livrarias Os Espiões, sua obra mais recente. No entanto, sua tarefa mais pesada não é essa, mas a de alimentar diariamente colunas nos jornais O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora. Autor de uma frase cáustica sobre a imprensa – “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data” – o saxofonista, cronista, romancista, quadrinista, contista e novelista fala aqui sobre mídia, governo Lula, sua situação entre os chamados formadores de opinião, decadência dos diários tradicionais, e-books, elites e eleições.
Brasília Confidencial – Hoje, no Brasil, a mídia enxerga um país totalmente diferente daquele que a maioria da população vê. Enquanto a grande imprensa, pessimista, trabalha sobre uma paleta de escândalos, a população, otimista, toca a sua vida de modo mais tranquilo. Que país o Sr. vê?
Luís Fernando Veríssimo – A imprensa cumpre o seu papel fiscalizador, mas não há duvida que, com algumas exceções, antipatiza com o Lula e com o PT. Acho que os historiadores do futuro terão dificuldade em entender o contraste entre essa quase-unânime reprovação do Lula pela grande imprensa e sua também descomunal aprovação popular. O que vai se desgastar com isto é a idéia da grande imprensa como formadora de opinião.
BC – A grande imprensa enaltece a diversidade de opiniões, mas, curiosamente, os principais jornais do Brasil têm a mesma opinião sobre os mesmos assuntos. Este pensamento único não compromete uma pluralidade de opiniões que a mídia costuma defender quando não está olhando para si própria?
LFV – O irônico é que hoje existem menos alternativas à imprensa “oficial” do que existia nos tempos da censura. Mas as alternativas existem, e o tal pensamento único não é imposto, mas decorre de uma identificação dos grandes grupos jornalísticos do país com alguns princípios, como o da economia de mercado, o governo mínimo, etc.
BC – O senhor defende na sua coluna a reforma agrária e questiona a criminalização dos movimentos sociais. Não se sente muito solitário na mídia tratando desses temas?
LFV – Meus palpites não são muito consequentes. Acho que me toleram como a um parente excêntrico.
BC– Todas as pesquisas indicam a queda da circulação dos grandes diários dentro e fora do Brasil. Com uma longa trajetória no jornalismo, como percebe esta queda persistente, que expressa também o afastamento de uma geração do hábito de ler jornais? E como acompanha o trânsito de boa parte do público para a internet?
LFV – Quem é viciado em jornal e revista como eu só pode lamentar que a era da letrinha impressa esteja chegando ao fim, como anunciam. Mas este é um preconceito como qualquer outro. Mesmo mudando o veículo ainda existirá o texto, e um autor. Vou começar a me preocupar quando o próprio computador começar a escrever.
BC – Atribui-se a um advogado famoso, dono de clientela de altíssimo poder aquisitivo, uma reação irada ao saber que seu cliente endinheirado fora preso: “O que é isso? No Brasil só vão presos os três Ps: preto, puta e pobre!”, reagiu indignado. Estamos no século 21, mas as elites parecem continuar no 19. Acredita que vá ver isto mudar?
LFV – As nossas elites não mudaram muito desde D. João VI. Vamos lhes dar mais um pouco de tempo.
BC – A atual política externa do Brasil, mais independente, colabora de alguma maneira para mudar este comportamento?
LFV – A política externa independente é uma das coisas positivas deste governo. Embora o pragmatismo excessivo possa levar a uma tolerância desnecessária com bandidos, às vezes.
BC – O escritor argentino Jorge Luís Borges dizia que a única notícia realmente nova em toda a sua vida foi a chegada do homem à Lua. O resto já tinha acontecido antes de uma ou outra forma. O que o surpreendeu, além disso? Borges tinha razão?
LFV – O sistema GPS. Finalmente, uma voz vinda do alto para guiar os nossos passos.
BC – Em que trabalha no momento ou pretende trabalhar? De outra parte, o que acha dos e-books?
LFV – Acabei de lançar um romance, chamado Os Espiões. Não tenho outro romance planejado no momento. Devem sair um livro para público juvenil, um de quadrinhos e um sobre futebol este ano, mas não sei bem quando. Quanto aos e-books, só vou aceitar quando tiverem cheiro de livro.
BC – Teremos eleições em 2010 e o governo Lula opera na proposta de um pleito plebiscitário – Nós x Eles – contrapondo os oito anos do PT contra os oito anos do PSDB. Se fosse fazer esta comparação o que diria?
LFV – De certo modo, este governo continuou o outro. E vou votar para que o próximo continue este.

O diretório do PMDB de Catalão oficializou, nesta terça-feira a filiação de mais 23 pessoas da comunidade:
1.Elaine Cristina de Medeiros (Poupa Prazo)
2.João Batista de Oliveira (J. de Oliveira)
3.Lucas José Fernades (Fábrica de Palito)
4.Jorge Antônio Oliveira (Jorginho do Som de Santo Antônio Rio Verde)
5.José Carlos Ferreira (Vila Erondina)
6.Cleuber José Vaz (Polícia Militar)
7. Sidney Luis Ferreira (Neizão)
8. Antero Silva (ex-vereador)
9.Vanessa Cruz
10.Daiane Feliz
11.Guilherme Antero
12.Cristiane Silva
13.Abadio Silva
14.Laurene Ferreira Aires
15.Daniel Moraes Silva Pereira
16.Antônio Carlos Pereira
17.Eduardo Camilo
18.Naim Abadio Borges de Oliveira
19.Hiron Nogueira Pereira
20.Francisco de Assis Ferreira Melo
21.Cleiber Francisco Inês
22.Maristela Maria da Silva
Os novos filiados receberam as boas-vindas do presidente estadual do PMDB, Adib Elias, do presidente municipal do partido, Transvaldo Silva, e do prefeito de Catalão, Velomar Rios. Com essas filiações, sobe para 95 o número de novos filiados só nestes três primeiros meses do ano. Outros nomes ainda deverão assinar a ficha do PMDB nas próximas semanas.

* Diretório do PMDB de Catalão

Amanhã o prefeito de Catalão, Velomar Rios, receberá em seu gabinete a visita oficial de Delegação do Senegal, que vem a cidade com o objetivo de conhecer as potencialidades do município e viabilizar futuras parcerias comerciais.
A comitiva é composta pela Embaixatriz Marieme Cisse Seck; o Encarregado de Negócios Exterior Moustapha Ndour; o Adido Militar Cel. Mamadou Diouf e sua esposa, Sra. Dariyatou Seck Diouf; o Consul Kleber Farias Pinto, o 2º Secretário da Divisão Militar Ibrahima Ndiaye; Gilvan Marcelino da Silva e o Professor da UFG Intercambio Brasil/Senegal, Serigne Ababacar e esposa, Amicole Ndiaye.
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O Ministério do Interior israelita aprovou hoje, um projecto de construção de 1,6 mil novas casas para expandir a colónia judia de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental.
A medida foi tomada um dia após os EUA anunciarem oficialmente que israelitas e palestinianos iniciarão, com a sua mediação, um diálogo indirecto de paz, após mais de um ano de paralisação do processo.
Além disso, a decisão coincide com a estadia na região do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, que já recebeu na segunda-feira, horas antes da sua chegada, o anúncio de outra ampliação de um assentamento judaico em Beitar Ilit, na Cisjordânia.
As 1,6 mil novas casas ampliarão a leste e ao sul a colónia de Ramat Shlomo, povoada por judeus ultra-ortodoxos e situada próxima à Linha Verde, fronteira virtual entre os territórios israelitas e palestinianos internacionalmente reconhecida.
Cerca de 30 porcento dos alojamentos serão destinados a jovens casais, segundo o comunicado divulgado pelo Comité de Planeamento do Distrito de Jerusalém do Ministério do Interior.
Meir Margalit, vereador na cidade pelo partido de esquerda “Meretz” assegurou à Agência Efe que não considera “casual” o momento do anúncio, que segundo ele procura “boicotar” o incipiente processo de diálogo e “dar um golpe” em Biden durante a sua visita. Aqui
O Vice- presidente dos EUA, Joe Biden, reafirmou hoje o compromisso dos Estados Unidos com a segurnça de Israel e disse que os “assentamanetos” são legais.
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O chefe da Polícia do Dubai, Dahi Khlafan, acusou hoje, Israel de organizar “falsificações em larga escala” de passaportes ocidentais, afirmando que o país detectou recentemente novos documentos “manipulados”.
O mundo ocidental deve opor-se a estas práticas sem precedentes executadas por um Estado”, declarou o general Dahi Khlafan.
A acusação foi feita um dia depois da Interpol emitir 16 novos avisos de busca no caso do assassinato no Dubai, em Janeiro, de um dirigente do movimento radical palestiniano do Hamas, Mahmud al-Mabuh, o que eleva a 27 o número de ordens de detenção contra cidadãos britânicos, australianos e irlandeses, além de um francês e um alemão.
A polícia do Dubai, que acusa o serviço secreto israelita (Mossad) pelo assassinato, divulgou nos fins de Fevereiro uma lista de 26 suspeitos de passaportes ocidentais que teriam usurpado as identidades dos titulares.
O general Khalfan afirmou que após o caso Mabuh, o serviço de segurança dos Emiratos Árabes passou a submeter os ocidentais que chegam ao Dubai num controlo mais rígido e descobriram “dezenas de passaportes manipulados da mesma maneira”.
Ele não revelou os motivos das viagens dos proprietários dos passaportes, mas deu a entender tratar-se de espionagem.
É possível terminar um matrimônio com um torpedo? Em países rigorosamente islâmicos, um homem pode obter um divórcio de maneira inapelável ao utilizar a palavra ‘talaq’, seja ela falada, por escrito e agora também via digital. Até mesmo na Holanda dois matrimônios islâmicos terminaram por vias digitais.
Um exemplo: durante suas férias no exterior, um homem saudita entrou em contato com sua mulher através do programa de bate-papos MSN. O casal tem uma discussão e o homem decide pronunciar a palavra talaq, ou seja, repudia a esposa segundo a lei islâmica. Como já havia usado talaq outras duas vezes, o casal agora está divorciado.
Uma palavra basta
Segundo a interpretação mais usual da sharia, não são necessárias testemunhas nem declarações escritas para que um homem pronuncie a palavra talaq. Mais tarde, um imã deve verificar o repúdio para acertar os aspectos jurídicos e financeiros.
Uma palavra de homem é suficiente para pôr fim a um matrimônio, qualquer que seja o meio pelo qual essa palavra seja expressa. Essa é, pelo menos, a opinião de muitos estudiosos do Islã, especialmente na Arábia Saudita e nos países do Golfo. O Código Civil nestes países também está baseado nesse princípio.
Divórcios via sms ou correio eletrônico também acontecem na Holanda. Shaikh Amer, docente de sharia na Universidade Islâmica de Roterdã, constatou dois destes casos recentemente.
“Um homem deu a conhecer sua intenção de pôr fim ao seu matrimônio por e-mail. Em outro, a palavra talaq foi expressa durante um bate-papo via MSN. Em ambos os casos, tratava-se de casamentos celebrados por um imã e que não estavam civilmente registrados”.
Segundo Shaikh Amer, terminar um casamento via celular ou internet é considerado como divórcio de fato, mas só adquire valor jurídico após ter sido aprovados por um juiz ou imã.
Fraudes
Entre os xiitas, esse tipo de normativa rápida não é usual pelo fato de que testemunhas sejam necessárias para poder terminar um matrimônio. Estudiosos islâmicos mais críticos consideram que os meios de comunicação digitais não são suficientemente confiáveis, o que pode ocasionar fraudes.
Críticas
Segundo os dados oficiais, termina-se um casamento a cada seis minutos no Egito. Teme-se que com os meios de comunicação rápidos, o número de divórcios aumente. No entanto, o docente de Roterdã não acredita que as pessoas vão separar-se mais.
Os críticos também consideram que esta maneira de “repudiar” manifesta a debilidade dos homens em dialogar ou de explicar suas intenções. O fato de comunicar o divórcio por via digital poupa ao homem de uma “confrontação emocional”, é vista por Shaikh Amer como uma vantagem.
Abominável
Para os muçulmanos, o divórcio pode tornar-se algo fácil, mas a aceitação social continua um problema. Os islâmicos se referem às palavras do profeta Maomé, que qualifica o divórcio como “a mais abominável das ações permitidas por Deus”.
Apesar de que o docente de sharia da Universidade Islamita de Roterdã não tenha objeções jurídicas ao ‘divórcio digital’, considera que a decisão não é boa. “A sharia outorga grande importância à vida da família. Ao termina-la através de uma simples mensagem via torpedo sms ou de uma conversação via MSN, demonstra-se uma falta de respeito a sharia.”

Segundo informações do Tatical Report, a Força Aérea do Iraque – Iraq Air Force (IAF) recebeu autorização do pentágono para adquirir aviões de treinamento Super Tucano da Brasileira EMBRAER. As informações constam do relatório 273 que da conta que a IAF planeja adquirir outros tipos de aeronaves de treinamento.Sete aeronaves de treinamento T-6A foram encomendadas durante uma Venda Militar para Países Estrangeiros (FMS) do Departamento de Defesa dos EUA em agosto de 2009 e oito aeronaves adicionais em setembro, totalizando 15 aeronaves. A previsão é que as sete aeronaves restantes cheguem ao Iraque no mês de dezembro de 2010. O Iraque está reativando sua força aérea a qual foi dizimada em 1991 durante Guerra do Golfo e está treinando os pilotos para um esquadrão de 18 a 24 caças.
Coincidência ou não, sem grande esforço, as exportações do Brasil para o Iraque (incluindo a triangulação por meio de países vizinhos) saltaram dos US$ 6 milhões, em 2001, para US$ 717 milhões, em 2009, praticamente dobrando o resultado de 2008 e também o recorde histórico alcançado em 1989.
Os iraquianos demonstram grande conhecimento dos produtos brasileiros. Quando esteve com o ministro da Defesa, Abdul Qadir al-Obeidi, o embaixador do Brasil no Iraque, Bernardo de Azevedo Brito, não precisou descrever os armamentos exportados pelo Brasil. O ministro começou a elogiar os aviões Tucano da Embraer, os foguetes Astros da Avibrás e os blindados Urutu da Engesa.
O interesse iraquiano tem sido demonstrado com visitas ao Brasil de ministros iraquianos importantes, como o do Planejamento, Ali Baban.
.. .É possível a ida ao país de um ministro brasileiro.
O governo brasileiro já alugou uma casa de 2 mil metros quadrados em Bagdá, que passará por reformas para aumentar sua segurança – incluindo muros e vidros especiais -, devendo ficar pronta em setembro. Três jipes foram comprados e blindados nos Estados Unidos para resistir a explosões. O embaixador, outro diplomata e três ou quatro funcionários administrativos viverão confinados na embaixada, saindo apenas de dia, no comboio com guardas armados de metralhadoras, para reuniões de trabalho.

O Ministro de Assuntos Estrangeiros do Irã, Manucher Mottaki, propôs hoje a criação de uma “União Asiática”, que permita a estes países neutralizar a influência das grandes potências estrangeiras na região.
O chefe da diplomacia iraniana propõe igualmente a criação de um fundo comum de investimentos para a Ásia Central e no Cáucaso. Estas propostas foram feitas durante sua participação em uma conferência sobre o futuro da Ásia Central e o Cáucaso que se realiza em Teerã.
“Agrupamentos regionais, como o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), a Organização de Cooperação Econômica (ECO) e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) abriram o caminho para a convergência e agora é chegado o momento de estabelecer uma União Asiática “, disse Mottaki, acrescentando que seu país está disposto a fomentar ao máximo a criação desse órgão.
Ele argumentou que “as grandes potências procuram criar crises em diferentes regiões e se opõem à crescente convergência dos Estados do sul.
Ele citou como um exemplo a União Africana e a recém-formada da União dos Países Latino-americanos e do Caribe, que foram criadas com o mesmo fim.
“A atual situação obriga que os países do eixo sul-sul trabalhem em favor de seus interesses de forma sério e preservem assim estes interesses através de uma agência regional que resolva os problemas de forma independente e pacífica “, ele reiterou.
O ministro iraniano também acusou novamente os Estados Unidos e o Reino Unido e suas forças de intervir no Afeganistão e no Paquistão e promover as práticas de terrorismo na região; e quanto aos países que integram o continente asiático, incitou-os a permanecer “vigilantes”.
Ele exigiu a retirada de tropas estrangeiras e solicitou o que ele chama de uma “solução regional”
No mesmo sentido, foi anunciado que a visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad no Afegansitão foi adiada na segunda-feira, planejada para analisar a situação regional e as relações entre os dois países.
O anúncio foi feito pela televisão estatal iraniana PressTV, que relatou que a reunião entre o presidente Mahmoud Ahmadinejad e Hamid Karzai servirá para ampliar e fortalecer as relações bilaterais e, em particular, a discussão dos problemas de segurança que vem sofrendo o Afeganistão.
Não se deu uma versão oficial da suspensão da reunião, mas se especulou que a mesma se deveu à chegada a Kabul do Secretáriode Defesa norte-americano, Robert Gates, em uma visita não anunciada com antecedência.

A lendária Eva Perón foi nomeada Mulher do Bicentenário tendo em conta o papel histórico que teve na Argentina, anunciou a presidente Cristina Fernández, em uma cerimônia em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
“Esta declaração de Eva Perón como a Mulher do Bicentenário tem um valor simbólico, ainda que existam pessoas que não a querem “, disse a presidente.
Ele disse que a nomeação “está longe de qualquer conotação ideológica ou partidária, já que ninguém pode deixar de reconhecer o papel histórico que Eva Perón tem cumprido em nosso país e no mundo. ”
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